quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Negócios Imobiliários


Fundos imobiliários batem recorde
QUEDA DA TAXA SELIC E NOVOS DISPOSITIVOS REGULADORES ESQUENTAM O MERCADO
Apesar de estarem sujeitos à vacância de imóveis e a comportamentos inesperados nos preços dos aluguéis, os fundos imobiliários passam por uma pequena revolução no Brasil, atraindo cada vez mais investidores graças ao nível de rentabilidade que hoje atinge entre 8% e 9% ao ano.
A queda da taxa Selic, atualmente em 7,25% ao ano, é considerado o principal fator para o crescimento do mercado de fundos de investimentos. E as progressões são as melhores possíveis: se no ano passado, o setor movimentou R$ 912 milhões, até outubro desse ano, o montante já chega a R$ 2,2 bilhões.
Em relação à compra de um imóvel para investir, a principal vantagem do fundo imobiliário é que não há incidência de imposto de Renda sobre o rendimento. O IR é cobrado apenas quando ocorre a venda. Além disso, as cotas do fundo podem ser negociadas com facilidade na bolsa, os investidores podem comprar participação em imóveis de alta renda, e os fundos contam com profissionais capacitados para analisar o setor, como explica o diretor da XP Investimentos Rodrigo César Dias Machado.
Duas últimas novidades ajudam na consolidação do setor: o índice FIX (Índice de Fundos de Investimento Imobiliário), criado pela BM&FBovespa para medir o desempenho dos fundos, e uma nova norma editada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que permite aos fundos a contratação de formadores de mercado para aumentar a liquidez das cotas.
O OUTRO LADO DA MOEDA
Um levantamento feito pela revista Exame expôs os principais riscos dos investimentos em fundos imobiliários analisando os últimos 15 fundos registrados e em análise na CVM. Entre os problemas encontrados, há imóveis ameaçados de desapropriação, hipotecas judiciais e inquilinos duvidosos, ainda sem licença para operar. O temor é que a alta dessas aplicações apresse a criação de fundos com imóveis não totalmente regularizados, que podem iludir os investidores mais desprevenidos.
No entanto, os problemas atingem uma pequena parte do mercado. Um levantamento feito pela gestora Rio Bravo, que administra carteiras imobiliárias, mostra que, dos 53 fundos negociados há pelo menos um ano, só nove tiveram perdas.

Fontes: Folha de S. Paulo, UOL, Brasil Econômico e Exame.com

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